Princípios e Fundamentos da Governança em TI

Aula 1

Fundamentos da Governança de TI

Fundamentos da Governança de TI

Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?

Ponto de Partida

Olá, estudante. Aqui damos início à primeira etapa da nossa jornada na disciplina Governança de Tecnologias da Informação. Nesta aula, você terá a oportunidade de explorar de maneira acessível e esclarecedora os conceitos de governança corporativa e governança de TI, compreendendo sua relevância, abrangência e aplicações. Com a crescente dependência das empresas em tecnologias da informação, é imperativo compreender como garantir a sintonia dos sistemas de informação com os objetivos estratégicos da organização.

Por exemplo, imagine que você é o CIO (Chief Information Officer) de uma empresa especializada no desenvolvimento de um sistema de administração para hospitais e clínicas, e deve garantir que a Tecnologia da Informação da empresa esteja alinhada com os objetivos estratégicos da organização. Essa empresa tem metas de crescimento, incluindo o lançamento de novos produtos e a expansão para mercados internacionais nos próximos anos. Como a Governança de Tecnologia da Informação (TI) pode contribuir para garantir que os recursos de TI sejam utilizados de forma eficaz para alcançar os objetivos estratégicos da empresa?

Portanto, para o desenvolvimento de sua carreira na área de Tecnologia da Informação, é fundamental entender o papel da Governança de TI na estruturação dessa esfera tão ampla e crucial para o mundo dos negócios.

Vamos Começar!

Introdução

A crescente importância e evolução da Tecnologia da Informação na sociedade moderna têm despertado um interesse crescente tanto nas organizações como no meio acadêmico em relação à Governança da Tecnologia da Informação.

Nesta seção, exploraremos os fundamentos da governança de TI, incluindo seu relacionamento com a governança corporativa, a importância do alinhamento estratégico e a definição de responsabilidades e estruturas de decisões. Compreender esses fundamentos é essencial para estabelecer uma base sólida para a governança de TI e alcançar o sucesso organizacional na era da tecnologia da informação.

Conceito de governança corporativa e de TI

O termo “governança” pode ser visto como capacidade das sociedades humanas para se dotarem de sistemas de representação, de instituições e processos, de corpos sociais, para elas mesmas se gerirem, em um movimento voluntário (Luna; Paiva, 2009).

Já a governança corporativa é definida por alguns autores como o conjunto de processos, costumes, políticas, leis e instituições que afetam a maneira como uma corporação ou empresa é dirigida, administrada ou controlada. Com isso, ela serve para monitorar a gestão da empresa e seu desempenho, assim como alinhar os objetivos e desejos da alta administração aos dos acionistas e proprietários (Calame, 2001; Queiroz; Souza, Gomes, 2017).

Apesar de não haver consenso sobre as práticas de governança nos mercados, pode-se afirmar que todas se baseiam em quatro princípios (Assis, 2011).

  • Transparência: tem por objetivo criar um clima de confiança nas relações internas e externas. É o “desejo de informar”, para além da “obrigação de informar”, visando a uma comunicação interna e externa objetiva, clara, espontânea e oportuna. Deve ir além da legislação específica e expandir-se para assuntos e fatores que possam ser do interesse dos públicos da organização, como valores e ações estratégicas (IBGC, 2009).
  • Equidade: busca erradicar atitudes ou práticas discriminatórias, consideradas como inaceitáveis. Corresponde ao tratamento justo e igualitário dos grupos minoritários, abrangendo pequenos acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e credores (IBGC, 2009).
  • Prestação de contas: visa atribuir aos devidos encarregados a responsabilidade integral por atos praticados no decorrer de seus mandatos. É muito conhecida pelo termo original em inglês — accountability — e determina que todos os responsáveis pela Governança devem prestar contas a quem os impostou ou lhes atribuiu as responsabilidades (IBGC, 2009).
  • Responsabilidade corporativa: deve zelar pela continuidade e perenidade da organização, acoplando uma visão de longo prazo e de sustentabilidade. Caracteriza-se por ser uma visão mais ampla e de longo prazo da estratégia organizacional, contemplando todos os seus relacionamentos. Incorpora a “função social” da empresa, visando a criação de riqueza, a geração de oportunidades de emprego, o estímulo ao desenvolvimento científico e a melhoria da qualidade de vida. Também inclui as questões ambientais e a defesa do meio ambiente (IBGC, 2009).

A governança de Tecnologia da Informação (TI) se baseia na governança corporativa, estabelecendo diretrizes e estruturas que garantem que a TI esteja alinhada com os objetivos estratégicos da organização.

Neste contexto, é válido diferenciar governança de TI e gestão de TI. Enquanto a governança de TI é responsável por uma visão estratégica na elaboração de objetivos, a gestão de TI trata de executar as ações necessárias para alcançar esses objetivos para a área de tecnologia. Ou seja, enquanto a primeira tem uma visão mais abrangente do negócio, a segunda se concentra nas atividades diárias da área.

Siga em Frente...

Objetivos estratégicos e responsabilidades

Como podemos ver, a governança de TI não existe de forma isolada e está intrinsecamente relacionada à governança corporativa como um todo. Ela serve como um meio para alcançar os objetivos estratégicos da organização, assegurando que a TI seja utilizada de maneira eficaz e eficiente para impulsionar o sucesso do negócio.

Para alcançar esse alinhamento estratégico, a governança de TI requer uma clara definição de papéis e responsabilidades, tanto no nível de alta administração quanto nas equipes de TI. Isso envolve a criação de políticas e diretrizes que guiam a gestão dos recursos de TI e a tomada de decisões.

A governança de TI não é uma abordagem estática, mas uma disciplina em constante evolução que se adapta às mudanças no ambiente de negócios e na tecnologia. Ela busca garantir que a organização esteja preparada para enfrentar desafios, como a segurança da informação, regulamentações governamentais e a rápida evolução tecnológica, contribuindo para gestão de riscos, melhoria contínua dos processos e entrega de valor.

Benefícios da Governança de TI

A Governança de TI não apenas contribui para a eficiência operacional, mas também para a construção de relacionamentos sólidos com os clientes, reforçando a reputação e o sucesso das organizações.

Dentre os principais benefícios, podemos citar:

  • Reforço na segurança da informação: a governança de TI contribui na criação de políticas e procedimentos que garantem a segurança dos dados da empresa e de seus clientes. Isso resulta em maior confiabilidade e credibilidade, além de contribuir para a manutenção dos aspectos críticos da segurança.
  • Melhoria da comunicação interna: ao estabelecer diretrizes claras e uma estrutura hierárquica de responsabilidades, a governança de TI promove uma comunicação mais eficaz entre os departamentos e a equipe de TI. Essa comunicação é essencial, pois a TI fornece suporte estratégico para várias áreas da organização, assim gerando mais valor nos resultados da empresa.
  • Redução de riscos: por meio de políticas e procedimentos bem definidos, a governança de TI ajuda a identificar e mitigar possíveis ameaças à empresa. Além disso, a classificação e priorização de riscos auxiliam na alocação adequada de recursos, uma vez que a eliminação de todos os riscos pode ser impraticável.
  • Otimização de recursos: a governança de TI possibilita uma utilização mais eficiente dos recursos financeiros, humanos e tecnológicos. A tecnologia desempenha um papel crucial nesse processo, mas o alinhamento estratégico é essencial para evitar resultados prejudiciais decorrentes da aplicação inadequada de recursos.

Aumento da confiança dos clientes: ao implementar melhores práticas e auditorias, as empresas tornam seus processos mais transparentes e eficazes. Isso resulta em maior satisfação e fidelização dos clientes, aumentando a confiança do público consumidor.

Vamos Exercitar?

Voltando ao caso da desenvolvedora de sistemas hospitalares apresentada no início da aula, a resposta é utilizar a Governança de TI para ajudar a alinhar as iniciativas de TI da empresa com sua visão de expansão global e como isso pode impactar positivamente os resultados da empresa.

Como CIO, a Governança de TI será essencial para garantir que as iniciativas de TI estejam em total alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa, especialmente em relação à expansão global e ao lançamento de novos produtos. A governança de TI proporciona uma estrutura clara para a gestão de recursos, permitindo que decisões estratégicas sejam tomadas de forma informada e que o uso de recursos financeiros, humanos e tecnológicos seja otimizado. Isso garantirá que a TI suporte as operações em expansão, sem sobrecarregar os sistemas ou comprometer a qualidade dos serviços.

Ao implementar uma governança eficaz, podemos garantir a integração entre TI e negócios, criando um ambiente onde as inovações tecnológicas impulsionem o crescimento. Isso inclui a capacidade de adaptar o sistema de administração hospitalar para diferentes mercados internacionais, levando em consideração aspectos culturais, regulamentações e exigências específicas de cada região. Além disso, a governança de TI permite o desenvolvimento de políticas de segurança rigorosas, assegurando que a proteção dos dados sensíveis dos pacientes seja mantida em conformidade com leis internacionais, como a GDPR na Europa.

A governança também facilita o gerenciamento de riscos, identificando e priorizando ameaças à medida que a empresa cresce. Com um foco contínuo em alinhamento estratégico, a empresa pode garantir que a TI funcione como um facilitador para atingir suas metas globais, resultando em maior eficiência operacional, satisfação do cliente e expansão sustentável. Assim, a TI será um pilar central no sucesso da expansão para novos mercados e no lançamento de produtos inovadores.

Saiba Mais

Veja o artigo a seguir produzido por pesquisadores da UFPE sobre o assunto. Ele aborda conceitos fundamentais, práticas e estratégias relacionadas à governança de TI, fornecendo informações complementares para o seu entendimento.

LUNA, A. J. H. O.; PAIVA, T. S. B. Governança em TIC. UFPE, 2009.

Referências Bibliográficas

ASSIS, C. B. Governança e gestão da tecnologia da informação: diferenças na aplicação em empresas brasileiras. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia de Produção. São Paulo, 2011. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-05082011-155506/pt-br.php. Acesso em 13 out. 2023.

CALAME, P. I.; TALMANT, A. Questão do Estado no coração do futuro: o mecano da governança. São Paulo: Editora Vozes, 2001.

IBGC. INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA. Código das melhores práticas de governança corporativa. 3. ed. rev. ampl. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, 2009. 48 p.

LUNA, A. J. H. O.; PAIVA, T. S. B. Governança em TIC. UFPE, 2009. Disponível em: https://www.cin.ufpe.br/~processos/TAES3/Livro/00-LIVRO/21-Governanca%20em%20TIC-v6_CORRIGIDO.pdf. Acesso em: 13 out. 2023.

QUEIROZ, C. D. A.; SOUSA, M. M.; GOMES, R. L. R. A contribuição da governança corporativa para desempenho das empresas brasileiras de capital aberto. Revista Observatorio de la Economía Latinoamericana, junho de 2017. Disponível em: http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/17/empresas-capital-aberto.html. Acesso em: 13 out. 2023.

SILVA, S. G. da. Governança de tecnologias da informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.

Aula 2

Planejamento Estratégico de TI

Planejamento Estratégico de TI

Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?

Ponto de Partida

Olá, estudante. Nesta aula, vamos abordar um tema fundamental para o sucesso das organizações modernas: como alinhar a Tecnologia da Informação com os objetivos estratégicos da instituição. Você aprenderá sobre o mapeamento estratégico, a criação de metas de TI alinhadas aos negócios, e a importância de considerar tanto as influências internas quanto as externas para garantir um planejamento eficaz. A aula também explorará a colaboração essencial entre os setores de negócios e TI, assegurando que a tecnologia atenda de forma precisa às demandas da organização.

Como garantir que o planejamento estratégico de TI se mantenha alinhado com os objetivos organizacionais em um cenário em constante mudança? Ao longo da aula, você será convidado a refletir sobre as estratégias que podem fazer da TI um catalisador para o sucesso, ao invés de apenas uma ferramenta de suporte. Fique atento a como o mapeamento estratégico, ferramentas como o Balanced Scorecard e a capacidade de adaptação podem ajudar a resolver esse desafio.

Vamos juntos entender como a tecnologia pode transformar o futuro das organizações. E lembre-se: o planejamento estratégico de TI não é apenas sobre tecnologia, mas sobre como ela pode impulsionar os resultados organizacionais. Ao dominar este tema, você estará preparado para atuar de forma decisiva na integração entre TI e negócios, criando soluções que vão além da operação e atingem o nível estratégico da instituição.

Vamos Começar!

Introdução

A Tecnologia da Informação desempenha um papel importante na realização dos objetivos organizacionais. Para garantir que os investimentos em TI estejam em sincronia com o planejamento estratégico da instituição, é essencial adotar uma gestão profissional e eficaz.

Dessa maneira, a TI evolui de um papel tradicional de suporte administrativo para uma posição estratégica nas organizações. Muitas vezes, ultrapassa a função de uma simples ferramenta e se torna um fator crítico para um negócio bem-sucedido. A aplicação eficaz da TI requer a integração da estratégica de tecnologias com as metas institucionais.

A estratégia de TI e seu alinhamento com o planejamento estratégico da Instituição tem como finalidade orientar o planejamento e o monitoramento de seus objetivos estratégicos e de suas metas de maneira a consolidar a importância estratégica da área de TI e garantir seu alinhamento às áreas finalísticas da Instituição (INPI, 2016).

Nesta aula, exploraremos como o planejamento estratégico de TI desempenha um papel crucial na busca dos objetivos organizacionais. Discutiremos o mapeamento estratégico, a colaboração entre os setores de negócios e a TI, e a consideração das influências internas e externas no planejamento estratégico de TI. Compreender esses aspectos é fundamental para garantir que a TI seja um catalisador do sucesso organizacional.

Mapeamento estratégico de TI

O planejamento estratégico de Tecnologia da Informação (TI) é um componente vital para o sucesso das organizações na era digital. Ele envolve a definição de metas, direções e indicadores que garantem que a TI esteja alinhada com os objetivos estratégicos da organização.

A compreensão da natureza de cada corporação, autarquia ou empresa pública, com sua missão e seus valores, é também fundamental para a melhor adequação entre a cultura corporativa e a fixação e mensuração de metas. Quais são os nossos propósitos para o futuro próximo? Como viabilizá-los? Qual é o nosso atual patamar? Quais são as limitações atuais? E no horizonte de médio e longo prazo? Como prosseguirmos com os progressos atingidos pelos resultados de nosso Planejamento Estratégico? Este é o maior desafio: fazer mais com menos (INPI, 2016).

O ponto de partida do planejamento estratégico de TI é o mapeamento estratégico, que oferece uma visão clara das metas e da direção que a organização deseja seguir. Isso permite que a TI identifique as tecnologias, recursos e processos necessários para alcançar esses objetivos.

A estreita colaboração entre os setores de negócios e a TI é essencial nesse processo. Nesse cenário, a TI deve entender as necessidades e demandas dos setores de negócios para garantir que seus planos estratégicos atendam efetivamente aos requisitos da organização.

Além disso, o planejamento estratégico de TI deve considerar as influências internas e externas que afetam a organização. Mudanças no mercado, regulamentações governamentais, avanços tecnológicos e outras variáveis podem impactar o planejamento estratégico de TI. Portanto, a flexibilidade e a adaptabilidade são essenciais para garantir que o planejamento permaneça relevante e eficaz.

Por esse motivo, em algumas organizações, o planejamento estratégico de TI possui uma vigência. Por exemplo, no caso do SERPRO (SERPRO, 2020) e do INPI, a vigência é de cinco anos.

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Criação de um mapa estratégico

O mapa estratégico de TI constitui uma representação gráfica do conjunto de objetivos a serem alcançados e tem a finalidade de facilitar o entendimento da estratégia. Para a construção dos objetivos estratégicos, algumas organizações empregam a metodologia do Information Technology Balanced Scorecard (IT-BSC).

Para sermos bem-sucedidos financeiramente, como deveríamos ser vistos pelos nossos acionistas?  Finanças Objetivos  Indicadores Metas Iniciativas  Para alcançarmos nossa visão, como deveríamos ser vistos pelos nossos clientes? Clientes Objetivos Indicadores Metas Iniciativas  Para alcançarmos nossa visão, como sustentaremos nossa capacidade de mudar e melhorar? Aprendizado e crescimento Objetivos Indicadores Metas Iniciativas  Para satisfazermos nossos acionistas e clientes, em que processos de negócios devemos alcançar a excelência? Processos internos Objetivos Indicadores Metas Iniciativas
Figura 1 | O Balanced Scorecard fornece a estrutura necessária para a tradução da estratégia em termos operacionais. Fonte: Montes e Silva (2019).

Um Balanced Scorecard (BSC) é uma ferramenta de gestão que fornece uma representação visual das metas e indicadores-chave de desempenho (KPIs) de uma organização. Geralmente, é representado em um formato de painel com quatro perspectivas (Montes; Silva, 2019):

  • Perspectiva financeira: essa perspectiva se concentra nos indicadores financeiros tradicionais, como receita, lucro, retorno sobre o investimento etc. Ela reflete a saúde financeira da organização.
  • Perspectiva do cliente: Aqui, a organização identifica os indicadores que medem a satisfação e a fidelização do cliente. São métricas relacionadas à qualidade do produto/serviço, atendimento ao cliente e à imagem da marca.
  • Perspectiva dos Processos Internos: nessa perspectiva são definidos os indicadores que medem a eficiência e eficácia dos processos internos. Isso envolve identificar e otimizar os processos que mais impactam a entrega de valor ao cliente e os resultados financeiros.
  • Perspectiva de aprendizado e crescimento: essa perspectiva considera os indicadores relacionados ao desenvolvimento de recursos humanos, inovação e capacidade de adaptação da organização. Isso inclui treinamento, cultura de aprendizado e investimento em pesquisa e desenvolvimento. 

O Balanced Scorecard ajuda as organizações a equilibrarem suas métricas de desempenho em todas essas perspectivas, garantindo que não se concentrem exclusivamente em indicadores financeiros de curto prazo. A ideia é oferecer uma visão holística do desempenho organizacional e garantir que as ações estejam alinhadas com a estratégia de longo prazo. Isso torna mais fácil para os líderes monitorarem e comunicarem o progresso em direção aos objetivos estratégicos.

Na Figura 2, temos um exemplo de mapa estratégico com missão, visão e a representação de um BSC.

Para sermos bem-sucedidos financeiramente, como deveríamos ser vistos pelos nossos acionistas?     Finanças  Objetivos  Indicadores  Metas  Iniciativas     Para alcançarmos nossa visão, como deveríamos ser vistos pelos nossos clientes?  Clientes  Objetivos  Indicadores  Metas  Iniciativas     Para alcançarmos nossa visão, como sustentaremos nossa capacidade de mudar e melhorar?  Aprendizado e crescimento  Objetivos  Indicadores  Metas  Iniciativas     Para satisfazermos nossos acionistas e clientes, em que processos de negócios devemos alcançar a excelência?  Processos internos  Objetivos  Indicadores  Metas  Iniciativas   [GC2]MISSÃO: promover a gestão dos recursos de tecnologia da informação nos órgãos integrantes do sistema, visando apoiar o desenvolvimento social do país.  VISÃO: ser gestor estratégico e indispensável de informações e de recursos de tecnologia da informação para o êxito das políticas públicas governamentais.  Sustentabilidade  Sociedade  Promover o uso eficiente dos recursos de TI  Melhorar continuamente a prestação de serviços eletrônicos à sociedade     Governança  Processos internos  Aperfeiçoar a governança no SISP  Eficiência operacional  Estimular a gestão de processos de TI  Estimular a adoção de padrões tecnológicos  Gestão de pessoas  Pessoas, aprendizado e crescimento  Aprimorar a gestão de pessoas de TI  Orçamento  Aprimorar a gestão orçamentária de TI  Financeiro
Figura 2 | Mapa estratégico do SISP. Fonte: Montes e Silva (2019).

Vamos Exercitar?

Agora é o momento de refletirmos sobre a problematização que levantamos no início: Como garantir que o planejamento estratégico de TI se mantenha alinhado com os objetivos organizacionais em um cenário em constante mudança? 

Ao longo da aula, vimos que o mapeamento estratégico é uma ferramenta essencial para visualizar as metas da organização e assegurar que a TI esteja totalmente integrada ao planejamento. A colaboração entre os setores de negócios e TI é outro ponto crucial, garantindo que a tecnologia seja implementada com foco nas reais necessidades da organização. Além disso, discutimos como o uso de metodologias como o Balanced Scorecard (BSC) permite o monitoramento contínuo dos indicadores-chave de desempenho (KPIs), facilitando ajustes e garantindo a adaptação da TI às influências internas e externas.

Portanto, a resposta para a problematização está na flexibilidade e na capacidade de adaptação que o planejamento estratégico de TI deve possuir. Para isso, a integração entre os setores, o uso de ferramentas de gestão como o BSC, e o constante monitoramento do ambiente organizacional são práticas que devem ser seguidas.

Por fim, segue uma reflexão: Quais outras metodologias ou práticas poderiam ser integradas ao planejamento estratégico de TI para aprimorar ainda mais o alinhamento entre tecnologia e negócios?

Existem várias abordagens que ainda podem ser exploradas, e é importante continuar investigando soluções que garantam a TI como uma força motriz para o sucesso organizacional.

Saiba Mais

Veja o artigo a seguir produzido por pesquisadores da UFPE sobre o assunto. Ele aborda conceitos fundamentais, práticas e estratégias relacionadas à governança de TI, fornecendo informações complementares para o seu entendimento.

LUNA, A. J. H. O.; PAIVA, T. S. B. Governança em TIC. UFPE, 2009.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, C. C. et al. Planejamento Estratégico de TI. RACRE — Revista de Administração, Esp. Sto. do Pinhal – SP, v. 15, n. 19, jan./dez. 2015. Disponível em:  http://ferramentas.unipinhal.edu.br/racre/viewarticle.php?id=272. Acesso em: 14 out. 2023.

INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Planejamento estratégico de tecnologia da informação. 2016. Disponível em: https://www.gov.br/inpi/pt-br/acesso-a-informacao/tecnologia-da-informacao/arquivos/documentos/peti_20162019.pdf. Acesso em: 13 out. 2023.

MONTES, R. S.; SILVA, M. R. O Balanced Scorecard e sua aplicação na governança de tecnologia da informação / The Balanced Scorecard and Its Application in Information Technology Governance. Brazilian Journal of Business, n. 1, v. 3, 1406–1423, 2019. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJB/article/view/3943. Acesso em: 15 out. 2023.

MPF — Ministério Público Federal. Mapa Estratégico 2022-2027. 2022. Disponível em: https://www.mpf.mp.br/o-mpf/sobre-o-mpf/gestao-estrategica-e-modernizacao-do-mpf/planejamento-estrategico/planejamento-estrategico-2022-2027/mapaestrategicoMPF20222027.pdf. Acesso em: 14 out. 2023.

SERPRO. Planejamento Estratégico de TI (PETI 2020 - 2024). Plano Diretor de TI (PDTI 2020). Versão Resumida 2020. 2020. Disponível em: https://www.transparencia.serpro.gov.br/governanca/governanca-de-ti/peti-pdti-versao-resumida-2020.pdf. Acesso em: 14 out. 2023.

SILVA, S. G. da. Governança de tecnologias da informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.

Aula 3

Conhecimento e Dimensões da Informação

Conhecimento e Dimensões da Informação

Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?

Ponto de Partida

Olá, estudante! Nesta aula, exploraremos a importância fundamental da qualidade da informação no contexto da governança de TI. Abordaremos as diferentes dimensões da qualidade da informação, como a intrínseca, contextual, representacional e de acessibilidade, e como cada uma delas contribui para a eficácia dos sistemas de informação. Também discutiremos a confiabilidade das fontes de dados e os processos envolvidos no tratamento da informação, incluindo a coleta, processamento e compartilhamento de dados.

Como garantir que a informação utilizada em sistemas de TI seja confiável e de alta qualidade, considerando suas diversas dimensões? Ao longo da aula, você será convidado a refletir sobre como essas dimensões da qualidade impactam diretamente a integridade e a eficácia das decisões organizacionais.

Por fim, convidamos você a pensar em como a gestão da informação pode ser aplicada no seu cotidiano profissional. O domínio dessas técnicas é essencial não apenas para assegurar a confiabilidade dos dados, mas também para otimizar os processos de tomada de decisão, contribuindo para o sucesso das organizações.

Vamos começar essa jornada e descobrir o papel estratégico que a informação desempenha em nosso mundo!

Vamos Começar!

Introdução

Atualmente, é raro encontrar uma área de estudo que não dependa de um sistema de informação eficiente e preciso para obter resultados. Essa dependência se estende igualmente ao setor comercial, onde a agilidade e o aumento dos lucros são prioridades. No entanto, é importante notar que os sistemas de informação frequentemente geram dados valiosos que nem sempre são devidamente aproveitados, apesar de sua relevância tanto para a academia quanto para o mundo dos negócios.

Nesta aula estudaremos as dimensões da qualidade da informação e a importância da confiabilidade das fontes de dados. Além disso, discutiremos o tratamento da informação, abordando os processos envolvidos na coleta, processamento e compartilhamento de dados. O entendimento desses conceitos é crucial para manter a integridade e a eficácia da governança de TI.

Qualidade da informação

A qualidade da informação é um dos pilares da governança de Tecnologia da Informação (TI) e, para compreendê-la plenamente, é essencial considerar suas diferentes dimensões.

De acordo com Lee et al. (2002), essas dimensões da qualidade da informação podem ser divididas em quatro categorias: qualidade intrínseca, contextual, representacional e qualidade de acessibilidade. E, para cada categoria, características diferentes são dadas para que seja feita a avaliação.

A categoria da qualidade intrínseca refere-se à qualidade própria da informação, algo nativo dela. A categoria contextual menciona que a informação requerida deve ser considerada pelo contexto que a envolve, tendo grande importância e fornecida de forma completa para que agregue valor a si mesma. As categorias representacional e de acessibilidade tratam do sistema que armazena e promove acesso à informação e a forma como ela é interpretada. Sendo assim, a informação deve ser de fácil manuseio, consistente, acessível, porém segura (Lee et al., 2002).

CategoriasDimensões de qualidade da informação
Intrínseca DQ (data quality) (informação tem qualidade como direito)accuracy, objetiva, com credibilidade, fidedigna
Contextual DQ (requisitos relacionados ao contexto de trabalho)Relevante, com valor agregado, atualizada, completa, com valor apropriado
Representacional DQ (características vinculadas ao sistema)Interpretável, com facilidade de entendimento, representada concisa, com representação consistente, com arranjo e sensatez
Acessibilidade DQ (características vinculadas ao sistema)Acessível, com facilidade de manipular e segura

Quadro 1 | Categorias e dimensões de qualidade da informação. Fonte: Calazans (2008).

Siga em Frente...

Confiabilidade e tratamento de informações

A confiabilidade das fontes de dados é crítica para a integridade das informações. As organizações devem garantir que as fontes de dados sejam confiáveis, o que envolve a validação, autenticação e auditoria das fontes de dados para assegurar sua precisão e confiabilidade.

O tratamento da informação também é um componente importante. Envolve processos que abrangem a coleta, processamento e compartilhamento de informações. A governança de TI deve se concentrar na otimização desses processos para garantir que os dados sejam coletados de maneira eficiente, processados com precisão e compartilhados de maneira apropriada.

Vamos Exercitar?

Ao longo desta aula, abordamos a problematização central: Como garantir que a informação utilizada em sistemas de TI seja confiável e de alta qualidade, considerando suas diversas dimensões?

A resposta a essa questão envolve um entendimento profundo das quatro categorias de qualidade da informação: intrínseca, contextual, representacional e de acessibilidade. Cada uma dessas dimensões fornece critérios essenciais para avaliar a informação e garantir que ela atenda às necessidades da organização.

Discutimos também a importância da confiabilidade das fontes de dados e os processos de tratamento da informação, que incluem coleta, processamento e compartilhamento. A validação e autenticação das fontes são fundamentais para assegurar a precisão dos dados, enquanto a otimização dos processos de tratamento é crucial para garantir que a informação flua de maneira eficiente e eficaz.

Encerrando, convidamos você a refletir sobre como pode aplicar esses conceitos no seu ambiente profissional. Quais práticas você pode implementar para melhorar a qualidade e a confiabilidade da informação em sua organização? Existem áreas onde a governança de TI pode ser aprimorada?

Ao considerar essas questões, você poderá contribuir para um gerenciamento mais eficaz da informação, transformando dados em conhecimento valioso para a tomada de decisões. O aprendizado sobre essas dimensões da informação não termina aqui; ele se estende para além da sala de aula, impactando diretamente a sua carreira e o sucesso organizacional.

Saiba Mais

A tese de doutorado a seguir busca compreender a percepção da qualidade das informações entre profissionais e usuários de sistemas de informação. Além disso, desenvolve uma proposta de dimensões da qualidade baseadas no contexto de uso. 

MACHADO, O. P. Qualidade da informação: uma abordagem orientada para o contexto. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Engenharia de Computação. São Paulo, 2013.

Referências Bibliográficas

CALAZANS, A. T. S. Qualidade da informação: conceitos e aplicações. TransInformação, Campinas, n. 20, v. 1, p. 29–45, jan./abr. 2008. Disponível em: https://periodicos.puc-campinas.edu.br/transinfo/article/view/6245/3942. Acesso em: 16 out. 2023.

LEE, Y. W. et al. AIMQ: a methodology for information quality assessment. Elsevier: Information & Management. v. 40, p. 133–146, 2002. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378720602000435. Acesso em: 16 out. 2023.

SANTOS, F. L. Avaliação da qualidade da informação nas organizações: Estudo de caso na indústria de alimentos. Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 30., 2010, São Carlos. Anais [...]. São Carlos: ABEPRO, 2010. Disponível em: http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2010_TN_STP_114_750_17167.pdf. Acesso em: 16 out. 2023.

Aula 4

Planejamento e Gestão do Conhecimento

Planejamento e Gestão do Conhecimento

Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?

Ponto de Partida

Olá, estudante!

Nesta aula, exploraremos a gestão do conhecimento estratégico, que se revela fundamental para o sucesso organizacional na era da informação. Discutiremos a importância do capital intelectual e a transferência de conhecimento dentro das organizações, além da relação intrínseca entre mudança, inovação e conhecimento. A gestão eficaz do conhecimento não apenas permite que as empresas maximizem seus recursos intelectuais, mas também as capacita a inovar continuamente e a se adaptar às mudanças no mercado.

A problematização que guiará nossas discussões é: Como a gestão do conhecimento pode ser estruturada de forma a garantir a transferência efetiva de saberes e práticas, e como isso impacta a inovação e a adaptabilidade organizacional? Fique atento aos diferentes tipos de gestão do conhecimento que abordaremos, incluindo a gestão do conhecimento tácito e explícito, e como cada um deles desempenha um papel crucial na dinâmica organizacional.

Ao final desta aula, esperamos que você perceba a relevância da gestão do conhecimento não apenas na teoria, mas também na prática cotidiana das organizações. Pense em como você pode aplicar esses conceitos em sua trajetória profissional e nas interações com seus colegas. A gestão do conhecimento não é apenas uma responsabilidade coletiva, mas também uma oportunidade individual para contribuir com o crescimento e a inovação no ambiente de trabalho. Vamos começar essa jornada de aprendizado!

Vamos Começar!

Introdução

Nesta aula exploraremos a gestão do conhecimento estratégico, a importância do capital intelectual e a transferência do conhecimento dentro da organização. Além disso, discutiremos a relação entre mudança, inovação e conhecimento e como a governança de TI pode promover essa relação para impulsionar o sucesso organizacional na era da informação.

Gestão do conhecimento

A gestão do conhecimento desempenha um papel estratégico na governança de Tecnologia da Informação (TI). Ela engloba a identificação, captura, compartilhamento e aplicação eficaz do conhecimento dentro de uma organização.

O capital intelectual, que inclui conhecimento, habilidades e experiências dos colaboradores, é um ativo valioso que impulsiona a inovação e a eficácia da organização. A gestão do conhecimento estratégico visa garantir que esse capital intelectual seja identificado, valorizado e alavancado de maneira apropriada. 

Além disso, a transferência de conhecimento é fundamental para garantir que o conhecimento não seja retido apenas por indivíduos, mas compartilhado com toda a organização. Isso contribui para a resiliência e a adaptabilidade da organização.

A relação entre mudança, inovação e conhecimento é evidente na medida em que a inovação muitas vezes depende da aplicação eficaz do conhecimento. A governança de TI deve promover um ambiente que encoraje a colaboração, a aprendizagem contínua e a aplicação do conhecimento para impulsionar a inovação.

As quatro etapas da gestão do conhecimento

Um dos modelos de gestão do conhecimento é o modelo SECI. O framework parte da diferenciação e relação entre conhecimento tácito e explícito.

Segundo o modelo, então, a gestão do conhecimento passa por quatro etapas:

  • Socialização (S): é a etapa de compartilhamento do conhecimento tácito entre os próprios indivíduos da organização. Para isso, contribui a relação cotidiana, mas também interações com clientes ou brainstormings.
  • Externalização (E): é a segunda etapa, um momento de diálogo e reflexão, na relação do indivíduo com o grupo. Portanto, aqui falamos de um conhecimento que se torna explícito. A partir do momento em que o conhecimento tácito é compartilhado ou externalizado, as pessoas podem desenvolver novos conceitos.
  • Combinação (C): terceira etapa do processo de gestão do conhecimento, é a sistematização e aplicação do conhecimento explícito. Além disso, é o momento de informação do conhecimento, do grupo para a organização.
  • Internalização (I): última etapa, é o aprendizado dos novos conhecimentos, da organização para os indivíduos. Os conhecimentos explícitos sistematizados pela organização tornam-se, assim, conhecimentos tácitos. E os indivíduos começam a aplicar em seu dia a dia, dando início, novamente, ao ciclo.

Siga em Frente...

Tipos de gestão do conhecimento

A partir desse modelo e da compreensão do que é o conhecimento tácito e o conhecimento explícito, podemos falar, então, de quatro tipos de gestão do conhecimento:

  • Gestão do conhecimento tácito: valoriza a aprendizagem prática e o conhecimento adquirido ao longo do tempo. É difícil de ser formalizado ou documentado pelas organizações, mas existem estratégias para a organização incentivar o compartilhamento desse conhecimento, como em comunidades de aprendizagem, reuniões de brainstorming, mentorias e outras interações.
  • Gestão do conhecimento explícito: esse conhecimento, já explícito e articulado, pode ser documentado através de documentos formais, internos ou externos, manuais, relatórios e bases de dados. O desafio da empresa é criar, organizar e disseminar esse conhecimento para que pessoas colaboradoras o apliquem.
  • Gestão do conhecimento social: aqui o enfoque é a colaboração e o compartilhamento do conhecimento entre as pessoas na empresa. Para isso, a empresa pode adotar redes sociais ou plataformas internas, onde haja um estímulo à troca de ideias e construção coletiva do conhecimento.
  • Gestão do conhecimento tecnológico: nesse tipo de gerenciamento do conhecimento, utilizam-se tecnologias da informação para capturar, armazenar e disseminar o conhecimento. É o caso, por exemplo, de sistemas de gestão de documentos, intranets, bases de dados e ferramentas de busca.

Vamos Exercitar?

Ao longo da aula, abordamos a problematização central: Como a gestão do conhecimento pode ser estruturada de forma a garantir a transferência efetiva de saberes e práticas, e como isso impacta a inovação e a adaptabilidade organizacional? Discutimos a importância do capital intelectual e as quatro etapas do modelo SECI (Socialização, Externalização, Combinação e Internalização) como uma abordagem para facilitar a gestão do conhecimento. Esses passos não apenas promovem o compartilhamento de saberes, mas também asseguram que o conhecimento adquirido seja sistematizado e aplicado na prática cotidiana.

As discussões sobre os diferentes tipos de gestão do conhecimento — tácito, explícito, social e tecnológico — nos mostraram como cada um deles desempenha um papel vital na criação de um ambiente colaborativo e inovador. Ao implementar estratégias que incentivem a socialização e a externalização do conhecimento, as organizações podem melhorar a transferência de saberes e, consequentemente, sua capacidade de inovar e se adaptar às mudanças do mercado.

Ao refletir sobre o que foi aprendido, considere como você pode aplicar essas abordagens na sua prática profissional. Pense em maneiras de estimular a colaboração em sua equipe, como a criação de comunidades de prática ou o uso de ferramentas tecnológicas para compartilhar conhecimento. Além disso, questione-se sobre como pode contribuir para a gestão do conhecimento em sua organização, garantindo que o aprendizado se transforme em inovação contínua.

Essas reflexões são essenciais para que cada um de vocês se torne um agente ativo na promoção de uma cultura de conhecimento que impulsione o sucesso organizacional. O aprendizado não termina aqui; é um processo contínuo que depende do seu envolvimento e iniciativa.

Saiba Mais

Veja o artigo a seguir produzido por pesquisadores da UFPE sobre o assunto. Ele aborda conceitos fundamentais, práticas e estratégias relacionadas à governança de TI, fornecendo informações complementares para o seu entendimento.

LUNA, A. J. H. O.; PAIVA, T. S. B. Governança em TIC. UFPE, 2009.

Referências Bibliográficas

ASSIS, C. B. Governança e gestão da tecnologia da informação: diferenças na aplicação em empresas brasileiras. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia de Produção. São Paulo, 2011. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-05082011-155506/pt-br.php. Acesso em 13 out. 2023. 

CALAME, P. I.; TALMANT, A. Questão do Estado no coração do futuro: o mecano da governança. São Paulo: Editora Vozes, 2001. 

QUEIROZ, C. D. A.; SOUSA, M. M.; GOMES, R. L. R. A contribuição da governança corporativa para desempenho das empresas brasileiras de capital aberto. Revista Observatorio de la Economía Latinoamericana, junho de 2017. Disponível em: http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/17/empresas-capital-aberto.html. Acesso em: 13 out. 2023. 

SILVA, S. G. da. Governança de tecnologias da informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.

Encerramento da Unidade

Princípios e Fundamentos da Governança em TI

Videoaula de Encerramento

Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?

Ponto de Chegada

Olá, estudante!

Nesta Unidade, o nosso objetivo é desenvolver uma competência fundamental para o mundo corporativo: conhecer os conceitos e fundamentos de governança corporativa e governança da TI. Tal conhecimento passa pelos conceitos e fundamentos que sustentam essas áreas, além de como aplicá-los de forma prática no ambiente organizacional.

É nesse cenário que vemos a importância dos princípios de governança corporativa, que servem de base para garantir uma gestão transparente, responsável e eficiente, envolvendo todos os níveis de uma empresa. 

As diferentes dimensões da informação também têm um papel estratégico fundamental na era digital. Entender como a TI se alinha aos objetivos da empresa, maximizando o valor dos investimentos em tecnologia, é essencial para que você possa visualizar como a informação e os sistemas podem ser geridos de maneira eficaz.

Com estes conhecimentos você estará preparado para conectar essas áreas de conhecimento e aplicá-las em cenários práticos, contribuindo para a construção de uma governança corporativa sólida e para o sucesso da organização no mundo digital.

É Hora de Praticar!

Olá, estudante! Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha para uma empresa do ramo da educação. Você foi contratado há pouco tempo como analista de tecnologia da informação e seu objetivo é ajudar o departamento de TI na reestruturação dos processos da área. O cenário apresentado para você é o seguinte:

  1. A empresa lida com uma grande quantidade de dados sensíveis, incluindo informações financeiras, histórico escolar, dados pessoais de alunos e propriedade intelectual.
  2. O setor de educação, no país da empresa em que você atua, possui regulamentações rigorosas em relação à proteção de dados e segurança da informação, parecidas com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
  3. A empresa possui plataformas digitais de ensino e precisa garantir a disponibilidade dessas ferramentas, então existe uma preocupação dos clientes (alunos) em relação a segurança das plataformas disponibilizadas.
  4. Não existe um planejamento em relação aos riscos em que área de tecnologia da informação da empresa está exposta. Caso algum incidente ocorra não há um plano de ações definidos para tratar o problema.
  5. No passado, houve um incidente de segurança à informação envolvendo a empresa. Isso manchou um pouca a imagem da organização perante o mercado e é necessário fazer o resgate dessa imagem.

Dado este cenário, o gerente da área lhe deu uma tarefa: você precisa realizar uma pesquisa e identificar quais iniciativas relacionadas à governança de tecnologia da informação podem ser aplicadas, além de elaborar um relatório.

Reflita

  • O papel da governança na estratégia empresarial: como a governança de TI se alinha com a estratégia de negócios de uma organização? Reflita sobre como a governança de TI pode ser uma ferramenta estratégica para impulsionar o sucesso organizacional e como as decisões de TI podem impactar a realização dos objetivos da empresa.
  • A importância da qualidade da informação: a qualidade da informação desempenha um papel crítico na governança de TI. Considere como as informações de alta qualidade influenciam a tomada de decisões e como os erros na manipulação de dados podem resultar em prejuízos. Reflita sobre como a sua organização lida com a qualidade da informação e quais medidas são necessárias para aprimorá-la.
  • Desafios na avaliação da governança de TI: pense nos desafios que as organizações enfrentam ao avaliar e melhorar a governança de TI. Como as empresas podem medir o sucesso da governança de TI? Quais são as barreiras comuns que impedem a implementação eficaz da governança de TI? Reflita sobre estratégias para superar esses desafios e melhorar a governança de TI em sua organização.

Resolução do estudo de caso

Considerando que os principais desafios são que a empresa lida com uma grande quantidade de dados sensíveis, está sob regulamentações rigorosas em relação à proteção de dados, necessita garantir a disponibilidade de suas plataformas digitais, não possui um planejamento de riscos definido e enfrentou um incidente de segurança no passado que afetou sua imagem no mercado, o foco da governança de TI é entregar valor mitigando os riscos. Podemos dividir as ações dentro das suas áreas:

  • Alinhamento estratégico: no mapeamento estratégico utilizando o Balance Scorecard, devemos considerar a perspectiva do cliente. Nela a organização identifica os indicadores que medem a satisfação e a fidelização do cliente.
  • Entrega de valor:  identificar o uso adequado dos investimentos em tecnologia — entregar o máximo de valor com uma parcela aceitável de risco. É necessário clareza sobre onde o dinheiro será investido e qual é o retorno esperado.
  • Gestão de risco: fundamental para garantir a continuidade dos negócios, principalmente, o cumprimento dos requisitos legais como as leis de proteção de dados.
  • Definição e gerenciamento dos recursos da área de tecnologia: mapeamento da infraestrutura necessária, especialmente por se tratar de grandes quantidades de dados.
  • Mensuração de desempenho e melhoria contínua: a avaliação frequente permite que as estratégias possam ser realizadas, garantido que a execução seja efetuada conforme planejado.

Dê o play!

Assimile

Esta Unidade — "Princípios e fundamentos da governança em TI" — forneceu uma base para o entendimento de conceitos-chave relacionados à governança de TI. Iniciando com a governança corporativa, aprendemos como ela é fundamental para alinhar os objetivos estratégicos de uma organização com a TI. A governança de TI surge como um componente crucial, abordando como as decisões de TI impactam os resultados da empresa.

O planejamento estratégico de TI destaca como a TI deve ser integrada aos objetivos de negócios e como ela deve se adaptar às influências internas e externas. A qualidade da informação torna-se evidente, enfatizando que dados confiáveis e precisos são essenciais para a tomada de decisões.

No que diz respeito à gestão do conhecimento, percebemos sua importância estratégica, com destaque para o modelo SECI, que abrange a conversão do conhecimento social, externo, combinado e internalizado. Em resumo, a Unidade 1 estabelece a base para compreender como a governança de TI é essencial para o sucesso organizacional, enfatizando a qualidade da informação e a gestão eficaz do conhecimento.

Referências

ALMEIDA, C. C. et al. Planejamento Estratégico de TI. RACRE — Revista de Administração, Esp. Sto. do Pinhal – SP, v. 15, n. 19, jan./dez. 2015. Disponível em:  http://ferramentas.unipinhal.edu.br/racre/viewarticle.php?id=272. Acesso em: 14 out. 2023. 

ASSIS, C. B. Governança e gestão da tecnologia da informação: diferenças na aplicação em empresas brasileiras. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia de Produção. São Paulo, 2011. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-05082011-155506/pt-br.php. Acesso em 13 out. 2023. 

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SILVA, S. G. da. Governança de tecnologias da informação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.